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“Bem-estar é simplesmente conhecer as coisas como elas são, sem sentir necessidade de fazer sobre elas qualquer juízo de valor.”

Ajahn Sumedho

Mindfulness

A palavra inglesa mindfulness traduz o termo da língua pali sati, que se refere
a uma qualidade de atenção vigilante. Na sua utilização mais generalizada,
mindfulness implica um conjunto de práticas ou técnicas meditativas usadas
para o desenvolvimento da atenção e da consciência do momento presente,
mas também o estado de consciência promovido pela prática dessas técnicas.

Assim, podemos encontrar estas definições:

“[a consciência que surge ao] prestar atenção a alguma coisa, de uma forma específica,
intencionalmente, no momento presente, sem julgamentos”

Jon Kabat-Zinn

“a consciência que surge ao intencionalmente prestar atenção, de uma forma aberta, gentil e discernente”

(Shapiro &Carlson, 2006)

[Esta tomada de consciência surge ao] “deliberadamente prestarmos atenção, ao estarmos plenamente atentos ao que se passa dentro de nós – corpo, mente e coração – e fora de nós, no nosso ambiente próximo. Esta atenção é uma consciência sem julgamentos ou criticismo”.

(Jan Chozen Bays, pediatra, professora zen)

Ou seja, esta prática de intencionalmente prestar atenção implica uma atitude de abertura, de aceitação, de curiosidade e simplicidade.

A prática de mindfulness pode ser aplicada a qualquer experiência: sensações no corpo, experiência emocional, pensamentos, imagens, sons. A qualidade da atenção é mais importante do que o objeto de atenção. Esta prática, esta aprendizagem sobre a mente, os hábitos, o que nos traz felicidade, pode começar com algo tão simples como a atenção à respiração.

Não precisamos de tentar
absorver tudo de uma vez: basta abrir-nos a esta disponibilidade de voltar uma e outra vez.
E respirar….

Para quê?

O objetivo de Mindfulness não é querer chegar a algum lado, mas simplesmente estar
consciente de onde é que estamos e permitirmo-nos SER onde e como somos. E não há uma forma certa de fazer isto – há a nossa forma.